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Armazem Gaia

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

HIPOTIREOIDISMO E HIPERTIREOIDISMO

O hipotireoidismo e o hipertireoidismo caracterizam-se por disfunções na tireoide, glândula que regula a função de órgãos importantes, como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. O primeiro é definido pela queda na produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), enquanto que o segundo pela produção excessiva desses hormônios. Tanto o hipotireoidismo quando o hipertireoidismo são mais comuns em mulheres, mas podem acometer qualquer pessoa, independente de gênero ou idade, e até mesmo recém-nascidos. Nesse caso, é chamado de hipotireoidismo congênito. O distúrbio pode ser diagnosticado por meio da triagem neonatal, pelo “Teste do Pezinho”. Cerca de um a cada quatro mil recém-nascidos possuem a doença. O Teste do Pezinho deve ser feito, preferencialmente, entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê. Em caso de resposta positiva ao hipotireoidismo congênito, o tratamento precisa ser iniciado imediatamente, sob rigoroso controle médico, para evitar suas consequências, entre elas o retardo mental. Assim, o bebê poderá ficar curado e ter uma vida normal. Em adultos, na maioria das vezes, o hipotireoidismo é causado por uma inflamação denominada Tireoidite de Hashimoto. Ocorre quando o organismo fabrica anticorpos contra as células da tireoide, provocando a destruição da glândula ou a redução da sua atividade. O hipertireoidismo, por sua vez, tem como principal causa a Doença de Graves, que se desenvolve a partir da produção de anticorpos que atacam os receptores do TSH (sigla, em inglês, para Hormônio Estimulador da Tireoide). O resultado final é uma liberação excessiva de hormônios tireoidianos. Um dos sintomas mais frequentes da Doença de Graves ocorre nos olhos, que ficam parecendo maiores e mais saltados. O desencadeamento do hipertireoidismo também pode ocorrer devido ao excesso de iodo na alimentação, ao surgimento de nódulos na glândula, ao funcionamento mais acelerado da tireoide ou à ingestão dos hormônios da tireoide. Sintomas Depressão, desaceleração dos batimentos cardíacos, intestino preso, menstruação irregular, falhas de memória, cansaço excessivo, dores musculares, pele seca, queda de cabelo, ganho de peso e aumento de colesterol no sangue estão entre os sintomas do hipotieroidismo. No caso do hipertireoidismo, são comuns o nervosismo, ansiedade e irritação, assim como mãos trêmulas e sudoreicas. Além disso, o portador do distúrbio pode sofrer de perda de apetite, intolerância a temperaturas quentes, intestino solto, fraqueza nos músculos, queda de cabelo e perda de cálcio nos ossos.

Saiba mais sobre o morago

O morango é um fruto originário da Europa. Pertence à família das rosáceas – a mesma das rosas, maçãs, cerejas e pêras. É um fruto rasteiro. Em sua superfície encontram-se carocinhos que são supostas sementes. No entanto, ele tem uma única semente, que se liga ao fruto por um pequeno ponto. O morango é um fruto carnoso, suculento, de sabor levemente ácido. Destaca-se pela vivacidade de sua cor vermelha com as sementes à superfície e uma coroa de folhas no topo do fruto. É um alimento com poucas calorias. Rico em vitamina C, betacaroteno, ferro, cálcio, fósforo, potássio, sódio e em menor quantidade de vitaminas A e B. São dadas algumas funções para o morango, como segue abaixo: Tratamento de gota, reumatismo; Estimula os processos de absorção na infância; Aumenta resistência a infecções; Ação anticancerígena; Possui muitas fibras; As folhas são antiinflamatórias; Equilibra o fígado devido aos seus açúcares naturais, o sistema nervoso e as glândulas endócrinas; Evita a fragilidade dos ossos, má formação dos dentes, dá resistência aos tecidos, ajuda a cicatrizar ferimentos.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Carotenoides

Fala-se muito nos carotenóides atualmente, realmente o leque de aplicação dos carotenóides é grande, varia desde degeneração macular senil até obesidade. O betacaroteno é o mais conhecido membro deste grupo que envolve luteína, astaxantina, cataxantina, licopeno... O betacaroteno é um carotenóide precursor de vitamina A, tem demonstrado participar da resposta imune. Na pele o betacaroteno atua como antioxidante e protetor, neutralizando o oxigenio singlet. É minha escolha para proteção da pele contra o estresse oxidativo por via oral, associado a outros antioxidantes como selenio, vitamina E, C tem demonstrado efeito em estudos clínicos retardando o eritema solar. Estudos mais recentes demonstram que a aplicação tópica diminui os efeitos da radiação infra-vermelha. Porém desde o ATBC e o CARET há um alerta para o consumo de betacaroteno em fumantes, os estudos mostraram que o consumo de betacaroteno aumentava a prevalencia de cancer de pulmão. Betacaroteno é um produtaço, se usado com racionalidade. há 3 horas ·  Escrito pelo Prof. Henry Okigami

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Glucomanan

            O glucomanan, também conhecido com Konjac Mannan, é uma fibra alimentar (polissacarídeo) extraído da raiz do Amophorphallus Konjac.             Em contato com o suco gástrico, no estômago, o glucomanan aumenta a viscosidade dos alimentos, contribuindo para regular as funções intestinais e promover saciedade,         Essa fibra é amplamente utilizada em protocolos de emagrecimento por promover saciedade, absorver gorduras e açucares, diminuindo a ingestão de alimentos e contribuindo para a redução de peso1. Esse efeito ocorre pela capacidade que fibras solúveis têm de absorvem á agua, e assim formarem um gel, que prolonga o tempo de esvaziamento gástrico e, a digestão, favorecendo a eliminação desses substratos, além de ter um efeito positivo na redução do colesterol também1,2.          Estudos tem avaliado seu efeito na diminuição de riscos cardiovasculares, pela redução da absorção de gorduras, e colesterol 2, trabalhos demonstraram que o uso do glucomanan aumenta a excreção fecal de colesterol e ácidos biliares 2,3.             Além disso, o glucomanan também contribui para a redução dos níveis de LDL, triglicerídeos e glicemia 3,4,5.            O efeito de aumento de saciedade e redução de peso corporal já está bem descrito na literatura, diversas meta- análises bem controladas avaliaram esses estudos e identificaram que de fato, a ingestão do glucomanan pode contribuir na redução de peso corporal 6,7,8,9.             Por ser uma fibra, alguns sintomas gastrointestinais podem ocorrer, por isso aumentar a ingestão de água.             Recomenda-se em torno de 400mg do extrato, 2x/dia, 2 horas antes das refeições. 

Castanhas

            Também conhecida como castanha-do-pará, essa oleaginosa está cada vez mais presente no plano alimentar dos brasileiros. Isso porque diversos benefícios têm se associado a seu consumo.             Seus benefícios estão relacionados principalmente ao selênio, mineral encontrado na castanha: uma unidade contém aproximadamente 200 microgramas (mcg) do nutriente, que contribui para a diminuição dos radicais livres, através da formação da glutationa peroxidase, enzima responsável pela desintoxicação que faz parte do sistema de defesa antioxidante enzimático celular 1,2,5.              Pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) descobriram que uma unidade por dia seria o suficiente para a proteção do cérebro contra doenças neurodegenerativas. Nesse trabalho, os autores identificaram que os indivíduos com problemas cognitivos apresentavam uma deficiência de selênio. O estudo sugere que o selênio diminuiria o efeito dos radicais livres no cérebro. E é bem sabido que o excesso de radicais livres está diretamente relacionado ao aparecimento de diversas doenças, entre elas as degenerativas1, 2.             Outros trabalhos apontam mais benefícios do selênio. Um deles é regular o a tireóide, que tem como função reger o funcionamento adequado do metabolismo e do organismo como um todo. Outro é prevenir o envelhecimento precoce, através do combate aos radicais livres. Um terceiro é a diminuição da agregação de placas de ateroma nos vasos sanguíneos, já que a glutationa peroxidase também diminui a oxidação do LDL (“colesterol ruim”). E a ingestão da castanha também está relacionada ao aumento do HDL (“colesterol bom”) 3,4,5.               Durante a prática de exercício físico intenso, há um aumento na produção de radicais livres, ou estresse oxidativo, por isso recomenda-se a ingestão de em torno de 200 mcg de selênio por dia – o equivalente a uma castanha. 1,2.             A recomendação brasileira fica em torno de 55 mcg de selênio para adultos e 40 mcg para crianças de até 13 anos. Alguns estudos mostram os benefícios de até 800 mcg por dia, mas, em doses altas, o selênio pode levar a efeitos colaterais, como unhas fracas e quebradiças, alterações na pele e queda de cabelo. Além disso, a castanha é calórica (1 unidade contém 35 kcal), portanto seu consumo deve ser feito com moderação. Você Sabia? O selênio presente nas oleaginosas, como as castanhas-do-pará, é absorvido do solo. Castanhas provenientes de São Paulo apresentam menor teor de selênio, pois o solo da região sudeste é pobre nesse mineral. A região norte é a mais rica em selênio, e lá a castanheira absorve uma quantidade maior do material. (Embrapa). 

Chia

             A Chia é a semente da plana Salvia Hispanica, originária do Sul do México. Na antiguidade era utilizada pelos astecas e por outras civilizações antigas como um suplemento alimentar para aumentar a resistência e a energia. Atualmente ela é comercializada na forma de farinha, grãos e óleo. Os produtos a base de Chia são ricos em proteínas, aminoácidos essenciais, minerais, fibras e o ômega 3 1. A fibra, presente na semente contribui para o bom funcionamento do intestino, do organismo, e promove saciedade, já que em contato com o ácido gástrico e enzimas presentes no estômago, a fibra forma um “gel” que atua como esponja, e também reduz a absorção de gorduras, colesterol e açúcar, favorecendo sua eliminação através das fezes 2. A chia também é fonte de minerais e vitaminas, como as do complexo B, fosforo, magnésio, potássio, zinco, cobre e o cálcio, que contribui com os tratamentos de osteopenia e osteoporose. A presença do ferro, também contribui para fortalecer o sistema imunológico, transporte de oxigênio, produção de energia e destoxificação hepática.           Os mais importantes antioxidantes presentes na chia, são o ácido caféico e ácido clorogênico. Estudos indicam que o consumo de antioxidantes contribui para a saúde e protege contra o aparecimentos de diversas doenças, como as cardiovasculares 3. Além disso, a semente de chia vem sendo apontada com uma excelente fonte de ômega 3 2,3. Por ser uma fonte de proteína os praticantes de atividade física e gestantes vegetarianos podem usar a chia como fonte protéica. Vale ressaltar que a chia não contém glúten, podendo ser consumida por indivíduos hipersensíveis e os que apresentam doença celíaca. E pode ser inclusa em receitas como pudins, pães, acrescentadas a sucos, quiches, risotos, salada de frutas entre outras. Atualmente, tem-se investigado seu efeito na redução de peso corporal, e coadjuvante nos planos alimentares de emagrecimento e manutenção de massa corpórea. Em um estudo recente, feito nos Estados Unidos, com indivíduos adultos e idosos, avaliou-se que 25g da semente de chia poderia promover a redução de peso em protocolos de emagrecimento 2.

Glutamina

A glutamina é um aminoácido (aa) neutro, condicionalmente essencial, ou seja, pode ser sintetizada pelo organismo, em situações de estresse1. Sua síntese ocorre a partir do ácido glutâmico, valina e isoleucina, nos músculos, pulmões, cérebro e no fígado2. Alguns autores ainda consideram uma possível produção pelo tecido adiposo3. É encontrada em alimentos de fonte animal principalmente. Especificamente, a glutamina é utilizada como uma fonte de energia por todas as células que se dividem rapidamente, tais como as células da mucosa intestinal e certas células imunes (timócitos, linfócitos e macrófagos). Sem glutamina suficiente, pode ocorrer atrofia das células intestinais e prejuízo na função imunológica4,5. Os folículos pilosos, dos pêlos e cabelos, o feto, e alguns tipos de tumores dependem da glutamina para a produção de energia e síntese de DNA e RNA6. Além disso, a glutamina serve como um amino importante para o músculo; ajudando a repor o glicogênio muscular após o exercício. Atualmente, também tem avaliado seu efeito em diferentes funções: Proteção do organismo de substancias toxicas, como a amônia, seu excesso está relacionada à doenças degenerativas principalmente;  No cérebro, a glutamina é um substrato para a produção de neurotransmissores como o ácido glutamato e ácido gama-aminobutírico, o GABA7,8, é também uma importante fonte de energia para o sistema nervoso; Além disso a glutamina também desempenha um papel na manutenção dos níveis adequados de glicose no sangue e de seu p.H7,9. A dieta fornece em torno de 3,5 e 7g de glutamina, e pode ser sintetizada pelo organismo de acordo com a necessidade. No entanto, situações como estresse, exercício físico extenuante, doenças infecciosas, cirurgias, queimaduras, disfunção imune e problemas intestinais podem levar à depleção de glutamina, por isso em algumas situações a suplementação de glutamina é indicada8,10.