sábado, 3 de setembro de 2011
Tríbulus Terrestris
O Tribulus Terrestris erva natural, comumente conhecida como a videira da punctura (picada ou ferimento feito com punçăo) que tem sido usada durante séculos na Europa para tratamento da impotência e como um estimulante para ajudar a aumentar o impulso e o desempenho sexual. Como apoio atlético, esta potente erva tem sido observada e estudada para realçar a produçăo do LH (hormônio luteinizante) e impulsionar os níveis de testosterona. Este poderoso extrato, como DHEA e Androstenediona, pode ajudar a elevar os níveis de testosterona sem perigo e seus efeitos tęm sido cobiçados pelos atletas búlgaros durante décadas.
O Instituto Químico-Farmacęutico em Sofia, na Bulgária, conduziu estudos clínicos com Tribulus Terrestris, que mostraram uma melhoria nas funçőes reprodutoras, incluindo aumento na produçăo de esperma e testosterona em homens.
Nas mulheres verificou-se um aumento da concentraçăo de hormônios, incluindo o estradiol, com alteraçăo ligeira da testosterona e melhoria da funçăo reprodutora, libido e ovulaçăo.
Um estudo envolvendo indivíduos saudáveis que tomaram 750mg/dia de Tribulus Terrestris, avaliaram as respostas hormonais que revelaram aumentos de LH de 14,38 ml/U/ml para 24,75mI/U/ml. A testosterona livre nos homens também aumentou de 60ng/dl para 84,5ng/dI3.
Outro estudo realizado em mais de 200 homens que sofriam de impotęncia, revelou que muitos dos homens experimentaram aumento dos níveis de LH e testosterona, da produçăo de esperma e da sua motilidade.
Mecanismo de açăo do Tribulus Terrestris
O Tribulus Terrestris provoca vaso dilataçăo na regiăo genital, o que pode explicar os seus efeitos sobre a ereçăo. Pode aumentar ainda a contagem de espermatozóides, bem como a sua motilidade, podendo, por isso, ser um auxiliar precioso para tratar a infertilidade. Em mulheres, diminui os sintomas da frigidez sexual, aumenta a libido e reduz os sintomas da menopausa.
Ao aumentar as concentraçőes plasmáticas de testosterona, aumenta também produçăo de músculo como efeito anabólico. A testosterona é vital porque desempenha vários papéis essenciais no nosso organismo, em especial, a síntese de massa muscular, com os conseqüentes ganhos de força.
Indicaçőes de uso do Tribulus Terristris
" Eficaz no aumento da produçăo de TESTOSTERONA;
" Estimulante para aumentar o IMPULSO SEXUAL; (ambos os sexos)
" Aumento da FORÇA e MASSA MUSCULAR em atletas; (efeito anabólico)
" Diminui a FRIGIDEZ SEXUAL em mulheres;
" Aumenta a quantidade e a motilidade de espermatozóides; (fertilidade)
" Possui efeito hepatoprotetor;
Quais as vantagens em usar Tribulus Terristris
Como DHEA e Androstenediona, Tribullus Terrestris pode naturalmente favorecer a produçăo da testosterona. Testosterona é vital porque ela desempenha vários papéis essenciais em nosso corpo, incluindo a construçăo do músculo e força. Atletas estăo usando Tribulus Terrestris para ajudar a garantir que seus níveis deste hormônio natural estejam nos níveis normais em qualquer tempo. Isto pode, portanto, garantir que os níveis de testosterona sejam mantidos completos na plataforma natural e sem o uso de drogas perigosas como os esteróides. Vale ressaltar que esta planta năo é proibida pelo COI (Comitę Olímpico Internacional).
Qual a dosagem recomendada de Tribulus Terristris
Por enquanto năo existe um guia definitivo sobre a quantidade de Tribulus Terrestris que deverá ser tomada. Há diferentes diretrizes sugeridas por especialistas no campo médico. A mais sugerida é 1500 mg por dia, tomada uniformemente durante todo o dia.
Igualmente como qualquer suplemento, cautela deverá ser exercida quando pensar em tomar Tribulus Terrestris. Nos estudos das pesquisas feitas nenhum efeito adverso foi notado proveniente do uso de Tribulus Terrestris. Além disso, em pesquisa adicional, nenhum efeito adverso foi demonstrado sobre o sistema nervoso ou cardiovascular. Até este momento nenhuma toxicidade ou efeito negativo ocorreu quando Tribulus Terrestris é usado como suplemento nutricional.
Năo há nenhum indício que mostre conclusivamente qual deveria ser a dosagem ótima e a duraçăo de Tribulus Terrestris. Muitos estudos das pesquisas feitas usaram 1500 mg de Tribulus Terrestris por curto período de tempo. Ao contrário de DHEA e Androstenediona, Tribulus Terrestris năo é produzido pelo corpo, contudo, o uso prolongado poderia "minimizar" seus efeitos e fazę-lo menos potente. O uso a longo prazo e seus efeitos ainda năo foram estudados, portanto, "ciclar" Tribulus Terrestris pode ser vantajoso.
Existem diferentes maneiras de "ciclar" que tęm sido usadas como rotina. Estas incluem um ciclo de 3 semanas usando, seguido de outro ciclo de l a 3 semanas sem uso, ou uma dosagem padrăo com ciclo decrescente, tal como 4 a 6 semanas "on" (usando) seguido por 3 a 6 semanas "off" (sem usar). Como é o caso com toda suplementaçăo, a melhor decisăo é a chave do sucesso. Conhecer seu corpo e seus limites é tăo decisivo para a própria suplementaçăo como é para o próprio treinamento.
E extremamente importante que o usuário seja orientado pelo profissional nutricionista especializado, pois todo produto ingerido requer cuidados ao ser ingerido, sendo lesivo o seu uso indiscriminadamente.
Analise bioquímica do amor
Como descrever bioquimicamente o amor?
O amor cria dependência química, como se nossos neurotransmissores dependessem de algo externo para serem liberados.
O amor libera endorfinas e nos recompensa.
O amor cura anedonia.
O amor diminui a sensação de dor.
O amor aumenta a dihidrotestosterona e oxitocina.
Aumenta serotonina para as rotinas do dia a dia.
A expectativa do amor libera norepinefrina sem liberar antes o cortisol.
Dá taquicardia mas não leva a infarto no miocárdio.
Aumenta a pressão arterial mas não é pro-aterogênico.
Diminui o controle motor das pernas, mas não leva a quedas ou fraturas.
Confunde nossas sinapses mas não é doença psiquiátrica.
Nos deixa eufóricos mas não alucinados.
Enfim...
By Henry Okigami
Envelhecimento da pele
Sempre associamos o envelhecimento da pele a rugas. Este fato ocorre porque é o fenômeno mais visível. O envelhecimento da pele é um processo cronico-degenerativo que envolve inúmeros processos bioquimicos e por que não dizer, fisiopatológicos. Abordando de forma simplista, o envelhecimento da pele é uma soma do envelhecimento intrínseco e o extrínseco. O envelhecimento intrínseco é fisiológico, é associado a diminuição da capacidade mitocondrial, diminuição dos hormonios que tem efeito anabolizante na pele, encurtamento de telomeros. O envelhecimento extrínseco é associado aos fatores como radiação solar, poluição, ozonio. A soma dos dois processos leva ao que definimos de envelhecimento em si. A principal característica alterada é a diminuição da capacidade de retenção de água, causada pela diminuição de proteoglicanas na matriz extracelular. Esta diminuição é causada pela diminuição na síntese da matriz e ao mesmo tempo um aumento no processo de degradação. Durante o processo de envelhecimento, ocorre ativação de metaloproteinases de matriz que levam a um aumento na degradação, e ao mesmo tempo uma diminuição na capacidade de síntese de matriz, somando os dois, teremos uma menor quantidade de matriz, o que refletirá em menor capacidade de reter água. Ocorrem outros fenomenos como por exemplo a diminuição da função barreira da pele, alteração na atividade de melanócitos, distribuição irregular de melanina, alteração do perfil imune da pele. O uso de produtos antioxidantes associados ao filtro solar tem demonstrado proteger a pele contra o envelhecimento extrínseco (actínico), assim como o uso de substratos para produção de matriz extracelular tem demonstrado benefício na diminuição de rugas finas.
By Henry Okigami
Creatina, função energética, metabolismo e suplementação no Esporte
RESUMO
O objetivo deste trabalho, foi realizar uma análise do fenômeno de consumo da creatina pelos atletas e aperfeiçoados ao treinamento físico, da necessidade ou não do seu uso e, se possível, das conseqüências desta prática. Para alcançar este objetivo foi necessário estudar as relações entre os sistemas energéticos musculares bem como a sua regulação. Foi preciso também estudar o ciclo da creatina, sua origem endógena, sua metabolização e sua conversão em creatina fosfato. Usamos da metodologia bibliográfica para coletar informações sobre o assunto em questão, utilizando livros e artigos de revistas especializadas. Esta pesquisa nos levou ás seguintes conclusões: a suplementação de creatina na dieta leva ao aumento dos níveis de fosfocreatina muscular em humanos ,entretanto novos experimentos terão que ser realizados, uma vez que a suplementação com creatina interfere com a regulação de vias metabólicas.
Palavras-chave: Creatina, metabolismo, suplementação.
Creatine, energetic function, metabolisme, supplementation on sports
Abstract The purpose of the present work was to analyze the ingestion of creatine by athletes and otheraffectionates of physical exercise, to discuss its necessity and, if possible, to predict some of its consequences.In order to accomplish this purpose it was necessary to study the relationships between the energetic systems in the muscles as well as their regulation. It proved also to be necessary to investigate the creatine cycle, its endogenous origin, its metabolization and its conversion into creatine-phosphate. We used a bibliographic methodology for collecting informations about the subject in books and in articles of specialized journals.This research lead us to the following conclusions: diet supplementation with creatine leads to increased levels of phosphocreatine in the muscle of humans; however, new in vivo experiments are highly desirable, because it is known that creatine interferes with the regulation of certain metabolic pathways.
Key Words: creatine, metabolisme, supplementation
Introdução
A creatina é um composto orgânico derivado de aminoácidos. Uma vez dentro das células, é convertida em fosfocreatina e utilizada como reserva de energia, principalmente nas células do músculo esquelético. Nos últimos anos contudo, este composto tem sido usado na dieta, com o objetivo de melhorar a performance e aumentar a massa muscular. A ingestão de grandes quantidades de creatina, sem a conclusão de estudos que comprovem os benefício reais ou ainda, a ausência de riscos á saúde, é no mínimo temerária. A prática de atividade física tornou-se uma constante em nossos tempos, sendo observada nas mais diversas camadas da sociedade e nas mais variadas faixas etárias. Esta posição de destaque, por sua vez, faz crescer ainda mais o número de interessados na prática destas atividades. é claro que isto vem gerando, cada vez mais, um culto ao físico. Principalmente entre os jovens, a valorização de um corpo atlético gera, muitas vezes, a necessidade de lançar mão de todo e qualquer recurso disponível para ter uma boa aparência e uma boa performance.
Acredita-se, que certas substâncias possam fazer com que o organismo responda com uma maior velocidade, diminuindo o tempo e o esforço necessários para se chegar ao resultado final ,a melhor forma física.Uma destas substâncias é a creatina. Segundo Mujika & Padilla(1997) a creatina é "um suplemento muito popular entre praticantes de vários esportes e principalmente frequentadores de academias de ginástica, onde os maiores consumidores são os praticantes da musculação, que tomam esse suplemento mas não sabem nem ao menos para que serve".
O que nos levou a propor estudar a creatina foi o fato de termos observado o quase total desconhecimento que, pessoas do nosso círculo, na sua maioria jovens, usuários da creatina têm sobre esta substância. Alguns a imaginam o "viagra do esportista" outros a julgam totalmente inócua. Nós mesmos, ao sermos abordados sobre o assunto, constatamos a nossa ignorância. A partir daí, começamos a colher informações e nosdeparamos com as mais divergentes opiniões., resolvemos, fazer deste ,o tema da nossa monografia a qual deu origem a esse artigo.
FONTES DE ENERGIA MUSCULAR
Os seres vivos, entre eles o homem, se caracterizam por essa complexa capacidade de converter diferentes tipos de energia presentes no ambiente, mas somente a energia química presente nas moléculas que compõem nossa dieta alimentar podem ser utilizadas como uma fonte de energia corporal.
Dependendo da intensidade e da duração do exercício, assim como da aptidão do participante, as relações dos sistemas corporais para a transferência de energia diferem acentuadamente. Entre esses sistemas podemos destacar: o sistema fosfagênico, que inclui o ATP e a fosfocreatina; sistema do glicogênio-ácido lático e sistema aeróbico.
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A capacidade Cardiorrepiratória no futsal A formação de equipes de futsal - 1ª parte A metodologia dos aspectos técnicos e táticos Estresse em atletas de futebol feminino Futsal de improvisação e futsal tático A capacidade cardiorrespiratória no futsal Ailson Santana ailsonsantana@hotmail.com Licenciado em Educação Física pela UFBa Pós graduado em Fisiologia do Exercício Preparador Físico e Fisiologista da Seleção Baiana de Futsal - Adulto masculino Coordenador do Artemquadra http://www.artemquadra.hpg.com.br/
A capacidade cardiorrespiratória no futsal
Ailson Santana
ailsonsantana@hotmail.com
Licenciado em Educação Física pela UFBa
Pós graduado em Fisiologia do Exercício
Preparador Físico e Fisiologista da Seleção Baiana de Futsal - Adulto masculino
Coordenador do Artemquadra
http://www.artemquadra.hpg.com.br/
A capacidade cardiorrespiratória é de fundamental importância para as atividades desportivas independentemente do seu caráter (recreativo ou de rendimento). O sistema cardiorrespiratório é a essência do metabolismo humano, predominantemente aeróbico, presente na maioria das modalidades desportivas, quando não no momento da execução do gesto desportivo, insere-se na recuperação do esforço desprendido.
A utilização ou não do metabolismo aeróbico depende da fonte energética solicitada na execução do gesto desportivo característico da modalidade, da duração do esforço para a execução e da duração da competição (prova ou partida). Estes requisitos farão que o organismo solicite prioritariamente a via metabólica (fonte energética) necessária, podendo se a fosfagênica (ATP-CP), a glicolitica anaeróbica lática ou a aeróbica.
Vias energéticas
Duração do exercício
Disponibilidade de energia
Fosfagênica (ATP-CP)
Até 6 segundos
Imediata
Glicolitica (ATP-CP + ácido lático)
Até 3 minutos
Curto prazo
Aeróbico
Acima de 3 minutos
Longo prazo
Adaptado de Mc ARDLE, KATCH E KATCH, 1998.
Metabolicamente o futsal pode ser caracterizado como uma modalidade de solicitação mista, mas com predominância anaeróbica lática. Fato que pode ser comprovado pela elevada concentração de acido lático na corrente sanguínea dos atletas, algo em torno de 4 a 6mmol, após uma partida. Porém muitos técnicos e preparadores físicos atribuem ao futsal um caráter predominante aeróbico pela primazia dada ao treino aeróbico por muitos deles no período de preparação. Mas isto ocorre pelo desconhecimento da real razão do porque de se trabalhar a capacidade cardiorrespiratória, no período de pré-temporada no futsal.
O treinamento de ênfase cardiorrespiratória é realizado com vista ao aprimoramento da capacidade do organismo de recuperação das reservas energéticas principalmente as de glicogênio, fosfato de creatina (creatinofosfato) e ATP. Além da reciclagem do acido lático (lactato) no fígado para síntese de glicogênio, com vistas à utilização para produção do ATP.
Avaliação da capacidade cardiorrespiratória
Existem diversos testes e protocolos para predição da capacidade cardiorrespiratória, utilizando meios variados para tal fim. Os mais comuns para esportes coletivos são os de pista, bicicleta e esteira. Atualmente podemos encontrar também os laboratoriais, empregados nos grandes centros esportivos dotados de laboratórios de fisiologia do exercício. Dentre estes podemos destacar os de esteira ou bicicleta com o uso do espirômetro, para medição e analise dos gases expirados pelos avaliados. As classificações dos resultados obtidos nos testes variam de autor para autor, mas guardam entre si semelhanças classificatórias. Marins e GIANNICHI (1998), citam o teste de 2400 metros de Cooper, como perfeitamente adequado a atletas, principalmente para modalidades de jogos com bola.
A principal unidade para mensuração da capacidade cardiorrespiratória é o VO2 max., autores como Pollock e Wilmore afirmam não ser possível estabelecer um nível especifico da capacidade aeróbica para fins de saúde. Se para a promoção de saúde que é menos complexa, não podemos estabelecer um nível, imagine para um desporto de solicitação metabólica próxima dos limites dos sistemas funcionais do individuo (atleta). Alguns fisiologistas entre eles o doutor Turíbio Leite afirmam que a limitação do VO2 max. parece ser o volume sistólico (volume ejetado pelo coração) na maioria dos indivíduos. "O valor do VO2 max. expressa quantitativamente a capacidade individual para ressíntese aeróbica do ATP. (...) A capacidade para alcançar um VO2 max. alto comporta um significado fisiológico importante além do seu papel em apoio do metabolismo energético constante, pois uma alta capacidade aeróbica requer a resposta integrada e de alto nível dos sistemas fisiológicos de apoio (os principais fatores fisiológicos implicados são ventilação pulmonar, concentração de hemoglobina, volume sanguíneo e fluxo sanguíneo periférico, além do debito cardíaco.)" (Mc ARDLE, KATCH E KATCH, 1998).
A avaliação da capacidade cardiorrespiratória no futsal
Devido à ausência de estudo e testes específicos para avaliação da capacidade aeróbica no futsal, convencionou-se o a aplicação do teste de Cooper (12 minutos) e similares com o uso de tabelas de laboratórios de fisiologia do exercício nacionais e estrangeiros com maior ênfase para os últimos. Mas mesmo com o uso das tabelas continuamos sem uma referencia para predizer o que seria um nível ideal de capacidade cardiorrespiratória para os atletas de futsal. Uma maneira fácil de fazer a avaliação do VO2 max. dos atletas seria avaliá-los no inicio das atividades de preparação para a temporada e depois comparar os valores com os obtidos em uma posterior avaliação no final do período preparatório, buscando sempre encontrar um aumento dos valores encontrados nas duas avaliações.
Mas o principal obstáculo para obtenção de elevados níveis de aptidão cardiorrespiratória, tem sido a não observância do desenvolvimento desta no período correto do processo de maturação do organismo do atleta. Muitas vezes os profissionais responsáveis pela iniciação só se preocupam no que tange os aspectos técnicos e esquecem os físicos. A faixa etária ideal para que comecemos a trabalhar a capacidade aeróbica é entre 16 a 20 anos, segundo MELLEROWICZ e MELLER (1987) nos homens ela atinge seu valor máximo entre 18 e 22 anos e 16 a 20 anos nas mulheres. O correto seria buscamos o desenvolvimento da capacidade cardiorrespiratória dos atletas nessas faixas etárias, alcançarmos os valore máximos e só nos preocuparmos em mantê-las no decorrer da carreira desportiva deles. Ao invés do que normalmente ocorre no nosso país que só nos preocupamos com a capacidade aeróbica de um dado atleta do grupo quando o mesmo não se adapta a uma filosofia tática que o obriga a desempenhar as suas máximas condições fisiológicas.
Não esperto que este panorama mude em um curto espaço de tempo, mas espero com este artigo suscitar questionamentos dos profissionais responsáveis pela preparação física dos salonistas.
Bibliografia consultada:
FERNANDES, José Luis. Treinamento desportivo: procedimentos – organizações - métodos. E.P.U. São Paulo, 1981.
GHORAYEB, Nabil. BARROS NETO, Turíbio Leite. O Exercício: preparação fisiológica, avaliação médica, aspectos especiais e preventivos. Editora Atheneu, São Paulo, 1999.
McARDLE, William D. KATCH, Frank I. KATCH, Victor L. Fisiologia humana – energia, nutrição e desempenho humano. Editora Guanabara Koogan. Rio de Janeiro. 1998. 4ª edição.
MELLEROWICZ, H. MELLER, W. Treinamento físico: bases e princípios fisiológicos. E.P.U. São Paulo. 1987. 2ª edição.
POLLOCK, Michael L. WILMORE, Jack H. Exercícios na saúde e na doença – avaliação e prescrição para prevenção e reabilitação. Editora medica e cientifica, Rio de janeiro, 1993. 2ª edição.
Como discutido no artigo anterior, o organismo humano necessita receber um suprimento de energia contínuo e de maneira ininterrupta. Essa energia presente nos alimentos não pode ser transferida diretamente para realização do trabalho biológico, tornando-se acessível, na forma química, através do ATP.
Em média, um indivíduo que contém uma massa muscular de cerca de 30 kg, a quantidade total dos fosfagênios de alta energia (ATP e CP) é suficiente para a manutenção de um exercício físico máximo por apenas 5 a 6 segundos. Durante esse tipo de exercício, a produção de energia pelos músculos ativos pode chegar a ser cerca de 70 vezes maior, quando comparado a um exercício menos intenso, e até 100 vezes maior, quando comparado ao estado de repouso. Dessa forma, a liberação de energia dos estoques de ATP e CP, de maneira rápida e imediata, para a realização de atividades físicas (como 25m de natação, saltos, 100 metros de corrida, e levantamento de pesos), é limitada.
Se tomarmos como exemplo a corrida de 100 m, cujo o tempo de realização é de cerca de 10 segundos, a velocidade máxima de corrida será mantida por um período de até 5 a 6 segundos, sendo que após esse período, será acionado o sistema glicolítico de fornecimento de energia, a fim de regenerar o ATP gasto. Esse sistema de transferência de energia é mais lento que o dos fosfagênios, fazendo com que a velocidade de corrida diminua a partir do 6º segundo de prova. Dessa forma, a quantidade de fosfagênios armazenados na musculatura determina um melhor ou pior desempenho, estando esse dado de acordo com o fato de que o vencedor costuma ser aquele que reduz menos ou consegue manter sua velocidade nos últimos segundos de prova.
Deve ser ressaltado que alguns pesquisadores acreditam que o sistema dos fosfagênios é capaz de contribuir, em grande proporção, por um período de até 20 segundos de atividade intensa. Partindo-se dessa hipótese, não seria espantoso acreditarmos que atletas mais treinados e com uma massa muscular bem desenvolvida, comportariam um estoque maior de CP nessa musculatura, consequentemente podendo regenerar o ATP em quantidades adequada, além de fornecer a energia requerida de forma veloz o suficiente.
Na verdade, todos os tipos de atividade física necessitam de energia proveniente dos fosfagênios, e isso se dá principalmente nos momentos iniciais do exercício, porém, muitas contam quase exclusivamente com esse tipo de transferência de energia para sua realização, como por exemplo: beisebol, futebol americano, vôlei.
Além da formação de ATP pela quebra da CP, o músculo esquelético também pode utilizar outras vias para produção de ATP, como por exemplo: a via glicolítica (anaeróbia e aeróbia) - formação de ATP via degradação de glicose e glicogênio, na presença ou ausência de oxigênio; via ou sistema oxidativo - formação de ATP através de processos celulares de oxidação. A formação do ATP através da via CP e glicolítica anaeróbia, não envolve a utilização de oxigênio e são chamadas de vias anaeróbias. Já a formação do ATP pelos processos oxidativos, que envolvem a utilização de oxigênio, é denominado de metabolismo aeróbio. Esse último envolve a oxidação de glicose e glicogênio na presença de oxigênio, como também, a oxidação de gorduras e proteínas.
Via glicolítica Anaeróbia
Com a continuidade do exercício, já que o fornecimento de energia derivado dos fosfagênios são limitados, a atividade física é mantida pela energia vinda dos estoques de glicogênio muscular e glicose, que são utilizados para fosforilação do ADP durante a glicogenólise ou glicólise (degradação do glicogênio e glicose, respectivamente) anaeróbia, o que resulta na formação de lactato. Sem o adequado suprimento ou utilização de oxigênio todas as moléculas de hidrogênio serão transformadas de piruvato para lactato.
Piruvato + 2H Lactato
A formação de lactato é de prima importância para o metabolismo anaeróbio pois, permite uma contínua e rápida produção do ATP, através da via glicolítica anaeróbia.
A energia anaeróbia para ressíntese de ATP fornecida pela degradação da glicose e do glicogênio muscular, através da via glicolítica, pode ser vista como uma "reserva de combustível" que é ativada quando a razão oferta de oxigênio/utilização for igual a 1.0, como ocorre, por exemplo, durante a última fase de uma corrida de 1,5km, onde o indivíduo aumenta e acelera seus passos. A produção anaeróbia do ATP permanece crucial durante, por exemplo, corridas de 400m ou 100m de natação, ou ainda, durante esportes que incluem tiros curtos como futebol. Essas atividades requerem uma rápida transferência de energia que excede o suprimento pelos estoques de fosfagênios. Se a intensidade máxima do exercício diminuir, como ocorre com a aumento da duração da atividade física, o acúmulo de lactato diminui correspondentemente.
Embora a produção de energia pela via glicolítica anaeróbia seja rápida, apenas uma quantidade relativamente pequena de ATP é formado por essa via. Por outro lado, o metabolismo aeróbio fornece uma contribuição maior na transferência de energia para formação do ATP, particularmente quando a duração do exercício se estende por mais de 2 a 3 minutos.
Sistema Oxidativo ou Fosforilação Oxidativa
A medida que o exercício se prolonga a produção de energia derivada do metabolismo anaeróbio vai gradativamente sendo menos importante, dando lugar aos processos oxidativos. Além disso, com o aumento da duração do exercício ocorre um aumento da demanda metabólica que deverá ser suprida pelos processos aeróbios de produção de energia.
A mitocôndria é uma organela que está localizada dentro da célula muscular, e é o principal sítio de produção de energia durante exercícios prolongados, aproximadamente acima de 2 a 3 minutos de atividade física.
A degradação de carboidratos e gorduras através dos processos oxidativos, dentro das mitocôndrias, servem como importantes substratos para a ressíntese do ATP. Porém, existe uma importância relativa na utilização de carboidratos ou gorduras, como fonte energética, que irá depender da intensidade e duração do exercício.
Se o exercício físico for realizado por um tempo prolongado, mas executado numa intensidade baixa (até aproximadamente 60% do consumo máximo de oxigênio), a principal fonte de energia utilizada será os ácidos graxos livres (gorduras). A medida que a intensidade do exercício aumenta (acima de 60% do VO2máx a contribuição da glicólise aeróbia (oxidação da glicose através dos processos oxidativos, dependentes de O2) como fonte energética também aumenta. Nessa situação, a demanda desse substrato de seus estoques musculares e na corrente sanguínea se encontram, também, aumentadas. Dessa forma, o conteúdo de glicogênio muscular e glicogênio hepático (que mantém a concentração de glicose no sangue constante) se tornam um fator limitante para a manutenção da intensidade do exercício, já que os seus estoques são limitados. A importância da glicose sanguínea durante o exercício tem sido amplamente estudada, sendo que o aparecimento da hipoglicemia pode limitar o exercício prolongado (endurance).
Se houver uma diminuição do glicogênio muscular, a concentração de ácidos graxos livres no sangue aumenta 5 a 6 vezes os seus valores de repouso, e a musculatura passa a oxidar maiores quantidade de gorduras como fonte de energia a fim de regenerar o ATP. É sabido que a produção de ácido láctico pelas células musculares interfere com a mobilização de ácidos graxos livres (AGL) dos seus estoques (tecido adiposo) durante o exercício.
Com o aumento da intensidade do exercício, onde ocorre um acúmulo de ácido láctico, a utilização de AGL como fonte de energia parece ser inibida. Contudo, se o exercício se prolongar, o ácido láctico irá ser utilizado como substrato energético pelos músculos e outros tecidos e, toma lugar novamente a oxidação de gorduras como principal fonte energética.
Após o treinamento é observado um concentração menor de lactato, a qual tem sido atribuída a um menor déficit de oxigênio, assim como, a uma rápida metabolização do lactato produzido. Contudo, valores elevados de lactato são freqüentemente observados após corridas de longa distância. Isso demonstra a importante participação da via glicolítica, em corredores de longa distância, para o sprint final característico desse tipo de prova.
A quantidade relativa da utilização de carboidratos e gorduras utilizados durante competições e treinamentos depende, em parte, do nível de treinamento dos atletas. É sabido que a fadiga e a redução da capacidade de trabalho estão intimamente associados com o esgotamento dos estoques de glicogênio hepático e muscular. Com o aumento da capacidade de utilização de gorduras e a conseqüente diminuição da utilização de glicogênio e glicose, como ocorre em atletas bem treinados e adaptados ao exercício de endurance, ocorre o efeito chamado de glycogen-sparing, o qual poderia adiar a fadiga e proporcionar uma tolerância maior ao exercício.
Fica evidente, até o momento, que durante os diferentes tipos de exercício, diferentes sistemas energéticos estão atuando simultaneamente com a finalidade de regenerar o ATP para a manutenção do fornecimento de energia para o trabalho muscular. No entanto, dependendo da intensidade e duração do exercício, a contribuição relativa de cada um desses sistemas pode ocorrer com uma contribuição maior de uma via, e menor de outra. Dessa forma, fica fácil enxergar-mos de que maneira a creatina poderia contribuir como um agente ergogênico para melhorar a performance. Assim, o efeito da suplementação de creatina como agente ergogênico na performance física, e os riscos associados à suplementação serão discutidos no próximo artigo (creatina parte-3).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
McCAFFERTY, W.B.; HORVATH, S.M. Specificity of Exercise and Specificity of Training: A Subcellular Review. The Research Quarterly, 48(2): 358-371, 1995.
POWERS, S.K.; HOWLEY, E.T. Execise Physiology: Theory and Application to Fitness and Performance. WCB/McGraw-Hill, USA. 2000.
Williams, M.H.; Kreider, R.B.; Branch, J.D. Creatine - the power supplement. Human Kinetics, USA., 1999.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
GLA - Prímula e borragem também podem ser antiinflamatórios
Apesar do grande destaque para os ácidos graxos da série w-3, é sempre importante destacar que a partir da série w-6 também é possível produzir eicosanóides antiinflamatórios. As prostaglandinas da série 1 podem ser formadas a partir do DGLA, ácido graxo oriundo do GLA (ácido gama linolênico) encontrado nos óleos de prímula ou prímola, borragem e na groselha negra. Entre seus efeitos estão o de redução na proliferação de células musculares lisas na formação da capa fibrosa da placa aterosclerótica, indução da apoptose de células tumorais, redução na inflamação de células epiteliais (ótimo em casos de doenças como dermatites ee doenças autoimunes como vitiligo e psoríase), e redução dos sintomas da tensão pré-menstrual.
Postado por Henrique F Soares
Postado por Henrique F Soares
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